domingo, 12 de junho de 2011

Tivera então eu pensado que antes de tudo eu seguiria o arranque. Entretanto, haviam de me pregar uma peça.
Essa que sem arranjo nem batuque, me convenceu que pra viver com os meus eu tinha que varrer a terra e cuspir no chão, avassalar com o gado e amanhecer pra comer pão. Saberia logo quando soubesse que estava encontrando a que envolve o sapato sujo e alma de peão.
Custou-me ver, que eu também me valia dela, de forma que no alto do barranco, eu não tinha pra quem ser.
Doía a fronte como consequência do admitir, árduo este que ali admitia. Todo aquele gado e toda aquela gente suja, eram pra quem eu tinha de ser. Daí, que eu não me importo de ter de ser só pra mim, não me custa muito, não me tira nada e não me tem nada.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Eu não sabia
o que poderia dizer.
Não sabia quais atos,
quais anseios e demônios
me fariam sofrer.

O que eu sabia,
não me bastava, não me ensinava,
desgastava em mim
o homem que restava,
logo eu que tudo aprendia...


domingo, 9 de janeiro de 2011

A Verdade. Prólogo

É como se ao sentir algo o corpo relutasse e ninguém jamais o visse. Esse algo era a verdade. A única real e absoluta verdade que não era um fato, mas um ato. É um repuxar de lábios e levantar de braços.
Quando o corpo, como entidade separada da alma, aceita uma verdade, esta deixa de ser virtual e passa a ser real. A realidade nada mais é do que uma verdade aceita e exteriorizada.
Há mecanismos que no momento desconheço, mas sei que os mesmos nos tornam fracos. Quantas verdades pairam sobre as nossas cabeças e nenhuma delas é nossa.
Em cada movimento de sobrancelha seu eu também vejo você e em cada palavra sua proferida eu também vejo você. Você está em tudo. Teu cheiro está somado ao ar que você mesmo respira. Ainda assim, quando a tua porta abre, de nada sua é a porta e de nada seu há na sala.
Ninguém senta na tua calçada e ninguém bebe da tua água.
Tudo ao seu redor é você, nada é seu.
Você não tem nada e é tudo.
Não sei como hei de salvá-los e nem se devo, porque epifania da verdade é tão imensa que o corpo não suporta, ele se mexe e mostra que sabe. 
Tudo é feito de você, tua porta é sua se você conseguir ser sua porta.
Portanto eis a amargura da verdade. 
A coisa mais influente e importante a todos os seres é a verdade. 
Ela é o motivo de nossa existência.
Demanda-se um treinamento, uma aula que dará a ti mesmo.
Quando ventar, não sinta o vento. Confunda-se com o vento. Tente não saber se ele tromba com tua carne ou se tua carne se dissolve num meio tempo. 
Seja você o vento e vente também.
A verdade sendo uma só, é única para toda e qualquer coisa, viva ou morta. Neste caso, me refiro como morta tudo o que você ainda não tentou ser.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Corra! Corra!
O tempo não espera não.
Sei que tem sido difícil,
Vá pra mata e se jogue no chão.

Depois lembra de mim e pensa
Que eu fiquei.
Mas de um lugar tão sujo, te salvo.
Porque eu já me sujei.

Ande! Ande!
Eu não te amo não.
Se te amasse ia junto,
Eu não sou dos que vão.
Aonde vai Marina?
Não sabe o que quer?
"Vou andar" Responde
"Encontrar quem vier".

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Quando eu sinto o gosto do café amargo, não engulo,
Cuspo!
O problema é que o pires fica na mesa e quem cai fora da xícara sou eu!
Eu pensei numa verdade que não sabia escrever.
E de frustrada, botava lá: você você você você você
Bom dia Antoine!
Diga a todos que me viu sorrindo hoje.
Mas não explique que este sorriso peralta quem me deu foi você!
E quando disserem " tua mulher é tão séria",
diga que de mulher aqui você não vê nada e
que de tua, teu, tudo há o mundo!
Acordei exausta,
E o novo dia quer me levar!

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

E essas manchas na pele?
Na minha um círculo, na sua um triângulo na dele uma árvore, vem a nós as tintas, às favas!
Pra marcar a pele e dizer é meu. Dizer que perdeu. Dizer que ai! Doeu.
Por que do rosto nada basta, dos gestos? Ah..às traças!
Que dela, a pele, todos vejam a dor da sua vivência. Ode a cicatriz! Ao bicho de areia!
Ode ao corpo que revela tudo porque a boca mente.
E na hora de ludibriar com tuas histórias, lembra do arranhão, moço.
Transcenda a tua alma, se olhe no espelho.
Não vai se ver com o corpo no caminho, o corpo mexe.