sábado, 8 de janeiro de 2011

Corra! Corra!
O tempo não espera não.
Sei que tem sido difícil,
Vá pra mata e se jogue no chão.

Depois lembra de mim e pensa
Que eu fiquei.
Mas de um lugar tão sujo, te salvo.
Porque eu já me sujei.

Ande! Ande!
Eu não te amo não.
Se te amasse ia junto,
Eu não sou dos que vão.
Aonde vai Marina?
Não sabe o que quer?
"Vou andar" Responde
"Encontrar quem vier".

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Quando eu sinto o gosto do café amargo, não engulo,
Cuspo!
O problema é que o pires fica na mesa e quem cai fora da xícara sou eu!
Eu pensei numa verdade que não sabia escrever.
E de frustrada, botava lá: você você você você você
Bom dia Antoine!
Diga a todos que me viu sorrindo hoje.
Mas não explique que este sorriso peralta quem me deu foi você!
E quando disserem " tua mulher é tão séria",
diga que de mulher aqui você não vê nada e
que de tua, teu, tudo há o mundo!
Acordei exausta,
E o novo dia quer me levar!

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

E essas manchas na pele?
Na minha um círculo, na sua um triângulo na dele uma árvore, vem a nós as tintas, às favas!
Pra marcar a pele e dizer é meu. Dizer que perdeu. Dizer que ai! Doeu.
Por que do rosto nada basta, dos gestos? Ah..às traças!
Que dela, a pele, todos vejam a dor da sua vivência. Ode a cicatriz! Ao bicho de areia!
Ode ao corpo que revela tudo porque a boca mente.
E na hora de ludibriar com tuas histórias, lembra do arranhão, moço.
Transcenda a tua alma, se olhe no espelho.
Não vai se ver com o corpo no caminho, o corpo mexe.
O barulho da chuva soa diferente agora que eu presto atenção.
Acho que sua voz seria diferente também se eu fechasse os olhos um pouco.
Sentada sem ver nada, tudo tapado, o mundo é meu. Eu assumo de supetão o controle desse tudo mestiço.
Vou pedir pro ar que traga as minhas coisas ou que leve as minhas partículas pouco a pouco aonde repousa um deserto, pra saber se do chão a gente pode sair, se quando o pé queimar tudo o que resta é gritar e correr. Pra saber se é igual isso aqui.
Pra cruzar os braços é dizer que a água tem gosto sim e que a maçã apodrece. Que se a gente não tem alma o beija-flor também não, e que se escrever também não salva, dançar só cansa os pés.

domingo, 2 de janeiro de 2011

Ao sol.
Ao sol que ferve, purifica e mata, jogo estes escritos.
Sacanagem tua, deixo aos restos.
Queima.


Deita
Deleita
Some
Repuxa
Mar
Sapateia
Beatriz
Não me iluda
Sombra
Segredo
Cabelo
Cavalo
Cigarro
Gato
Caveira
Orvalho
Chuva
Eu sinto
Estranho
Terror
Antiquado
Sol
Desdobrado
Amor.